Para que serve cada erva, como se usa e quando faz mal
Hibisco com cavalinhaChá de hibisco com cavalinha: para que serve o blend
Duas ervas que já aparecem sozinhas neste blog, cavalinha e hibisco, viraram um só blend nas prateleiras de chá — vendido para "desinchar" e ajudar a pressão. Veja por que essa combinação faz sentido em tradição popular, o que muda quando dois diuréticos se somam num só copo, e por que esse é o cuidado central de quem bebe o blend, não uma nota de rodapé.
Ler o guia →O Guia das Ervas, em 4 volumes
Cada volume reúne as plantas que o corpo procura para a mesma coisa. Escolha uma prateleira.
Volume I · Digestão e Fígado
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AbacaxiVocê fatia o abacaxi, joga fora o miolo duro do meio — e é justamente essa parte que a tradição das plantas medicinais usa, por causa de uma enzima chamada bromelina. Veja o que os estudos sustentam sobre ela, por que o chá do talo não é a mesma coisa que a cápsula testada nas pesquisas, e quem precisa de cautela redobrada.
AlcachofraO colesterol veio alto no exame e, antes de qualquer remédio, alguém já falou em alcachofra — mas o chá que ajuda não é a alcachofra que você come no restaurante. Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam sobre colesterol e digestão, e quem precisa ficar longe.
ArtemísiaAlguém disse que o chá amargo de artemísia "desce a menstruação atrasada", ou que limpa verme, ou que abre o apetite. Antes de ferver qualquer folha, veja o que a tujona faz no sistema nervoso, por que a gravidez é contraindicação absoluta aqui — e por que esta é uma das plantas que este blog optou por não ensinar a preparar.
CarquejaO chá mais amargo do armário, tomado em jejum para "limpar o sangue", ajudar a digestão e segurar o açúcar. Veja o que os estudos realmente mostram sobre a carqueja, por que o saquinho quase nunca diz qual espécie está dentro, e por que justamente quem toma remédio para diabetes ou pressão precisa parar antes de encher a xícara.
Cáscara-sagradaFaz dias que o intestino não funciona e alguém indica chá de cáscara-sagrada. Veja por que a casca fresca dessa árvore é tóxica e só a seca e envelhecida se usa, o que os estudos sustentam sobre o efeito laxante, e por que o uso diário é justamente o que piora a prisão de ventre.
CúrcumaVocê tem um pote de "açafrão" amarelo na cozinha que custou poucos reais, e ouve dizer por aí que açafrão é o tempero mais caro do mundo. As duas coisas não podem ser verdade ao mesmo tempo. Veja qual planta está no seu armário, o que os estudos sustentam sobre a cúrcuma, e por que quase todo o cuidado mora na cápsula concentrada, não no tempero.
Espinheira-santaA queimação volta depois de quase toda refeição, a caixa de omeprazol está pela metade na gaveta e alguém diz que chá de espinheira-santa resolve. Veja o que os estudos brasileiros sustentam sobre essa planta, por que boa parte do que se vende com esse nome não é ela, e quem não deve tomar.
Folha-da-fortunaAquela suculenta de folha grossa que solta mudinhas na borda está em metade dos quintais do Brasil, e a tradição manda amassar a folha e passar no machucado. Veja o que os estudos sustentam sobre o uso na pele, por que ingerir a planta é outra história, e quem não deve tomar de jeito nenhum.
FunchoO bebê chora de cólica, ou a menstruação vem com dor forte, e alguém indica chá de funcho — o mesmo que muita gente chama de "erva-doce". Veja por que esse nome popular esconde uma confusão perigosa com outra semente parecida, o que os estudos sustentam, e quem não deve tomar.
GengibreO estômago revira numa viagem de carro, ou o enjoo da gravidez não dá trégua, e alguém oferece gengibre. Veja por que essa é uma das poucas ervas deste blog com estudo clínico robusto por trás da fama, o que a ciência não confirma, e por que ela pede cuidado em quem toma remédio para o sangue.
GoiabeiraA criança amanheceu com a barriga solta e alguém já põe uma panela no fogo com um punhado de folha verde. Veja por que o remédio caseiro é da folha e não da fruta, o que os estudos sustentam sobre os taninos e a quercetina, e por que, em criança, o cuidado que importa mais não é o chá.
GuaçatongaA queimação no estômago volta sempre e alguém indica chá de guaçatonga — a mesma folha que muita feira vende no saquinho escrito "chá de bugre", nome que pertence a outra planta. Veja o que os estudos mostram sobre a proteção do estômago, por que quase tudo foi visto em rato e não em gente, e quem não deve tomar.
JurubebaDepois da feijoada alguém serve um cálice de jurubeba "para assentar o estômago", e o Brasil inteiro repete que é remédio de fígado. Veja o que os estudos sustentam de verdade, por que a bebida de garrafa não é a mesma coisa que o chá da planta, e quem não deve tomar.
MarupariAlguém do Norte indica chá de marupari para desarranjo de barriga e o nome não aparece em lugar nenhum. Veja que planta é essa de verdade, o que existe de estudo sobre ela — e por que grávida e lactante não devem tomar.
MastruzO mastruz batido com leite é remédio de casa de vó para tosse, gripe e bronquite, e o chá tem tradição antiga como vermífugo de criança. Antes de bater o próximo copo, veja por que esta é uma das plantas que este blog optou por não ensinar a preparar — e qual planta já publicada aqui cobre a tosse com risco muito menor.
Mil-folhasAlguém te deu um maço de folhas fininhas dizendo que é "novalgina de planta", você foi ao Google procurar mil-folhas e caiu num monte de receita de doce folhado. Veja qual é a planta de verdade, o que os estudos sustentam sobre ela, e por que grávida não deve tomar.
Picão-pretoAquele mato de sementinha preta que gruda na roupa é o picão-preto, e muita gente na sua casa jura que é remédio. Veja o que os estudos sustentam sobre ele, por que o lugar onde a planta foi colhida importa mais do que a receita do chá, e quem não deve tomar.
PitangueiraVocê digita "pitangueira" no Google e aparece nome de bairro, de condomínio e de linha de cosmético — a árvore some no meio. Aqui a planta é o assunto: o que a tradição faz com o chá da folha, o que os estudos em animais sustentam e o que ainda não sustentam, como se prepara e quem precisa de cautela.
SacacaCasca de sacaca em saquinho de feira é coisa comum no Pará e quase desconhecida no resto do Brasil. Veja qual planta é essa de verdade, o que a tradição amazônica faz com a casca e a folha, e por que esta é uma das poucas ervas deste blog com casos graves registrados em hospital brasileiro.
BoldoSe você foi criado no Brasil, provavelmente tomou boldo depois de uma feijoada — e nunca perguntou de qual boldo se tratava. São duas plantas diferentes, com a mesma fama e nem os mesmos cuidados. Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam e quem precisa ficar longe.
Volume II · Gripe, Dor e Inflamação
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Alecrim-pimentaA gengiva sangra na escovação, o dente lateja de noite e alguém do Nordeste indica bochecho de alecrim-pimenta. Veja por que essa planta não tem nada a ver com o alecrim do tempero, o que os estudos de boca sustentam sobre ela, e por que o óleo essencial puro é o ponto de risco.
AlfavacaA garganta arranha, a tosse não passa, e a receita da avó é chá de alfavaca. Mas o pé de "alfavaca" do quintal pode ser duas plantas diferentes com cheiro diferente. Veja o teste do cheiro que separa as duas, o que os estudos sustentam, e por que essa erva pede cuidado em dose alta.
AlhoA garganta arranha e alguém em casa já esmaga um dente de alho com mel. Veja o que os estudos realmente sustentam sobre pressão, colesterol e resfriado, por que alho amassado e alho de cápsula não são a mesma coisa, e quem precisa de cuidado redobrado — sobretudo quem toma anticoagulante.
AndirobaA picada de mosquito não para de coçar, a dor no joelho não passa, e alguém falou em andiroba. Mas quem procura "chá de andiroba" está atrás da coisa errada — veja por que a tradição de verdade é óleo na pele, não infusão, o que os estudos sustentam, e os limites de uso tópico.
Arnica-brasileiraVocê torceu o pé, bateu o joelho, e alguém manda passar arnica. Só que a arnica do quintal brasileiro e a arnica do tubo de pomada são plantas de gêneros diferentes — e uma delas tem toxicidade grave quando engolida. Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam e por que arnica nenhuma vira chá.
ArrudaA arruda está no vaso da porta, no ramo atrás da orelha e no chá que a vizinha indica para "descer a menstruação atrasada". Antes de ferver ou de arrancar um galho com a mão nua, veja por que esta planta queima a pele quando encontra o sol, o que a literatura toxicológica registra sobre o uso oral — e por que este é um dos artigos deste blog que não ensina o preparo.
Assa-peixeA tosse não larga, a garganta arde, e alguém indicou chá de assa-peixe. Veja o que a tradição usa para tosse e gripe, por que essa planta não tem um teste visual confiável para separar espécies parecidas, e quem deve evitar o chá.
CajueiroTodo brasileiro conhece o caju — a fruta do suco e a castanha do aperitivo. Mas a planta medicinal do cajueiro não é nenhuma das duas: é a casca do tronco, fervida em chá. Veja o que os estudos mostram sobre o efeito no açúcar do sangue, por que quem toma remédio para diabetes precisa de cautela, e quem não deve tomar.
ChambáA tosse que não deixa dormir e alguém do Ceará ou do Norte indica xarope de chambá. Veja qual é a planta por trás desse nome, o que a tradição faz com ela, e por que quem usa anticoagulante precisa parar antes de tomar.
CopaíbaAlguém te deu um vidrinho de óleo escuro dizendo que serve para tudo — passa no joelho, pinga na água, esfrega na picada. Veja o que a tradição amazônica realmente faz com a copaíba, o que os estudos sustentam sobre o óleo-resina, por que a dose é em gotas e não em colher, e quem precisa de cuidado antes de usar.
Erva-baleeiraO ombro travou, o joelho inchou depois da caminhada, e alguém manda passar erva-baleeira — a mesma planta que virou pomada de farmácia. Veja o que os estudos sustentam sobre a folha, por que o chá não entrega o que o creme entrega, e quem não deve tomar.
EucaliptoO nariz entope de noite e alguém da casa já põe a panela de água quente com folha de eucalipto. Veja qual das centenas de espécies é a medicinal, o que os estudos sustentam sobre o vapor e sobre a cápsula de cineol, e por que o óleo essencial não pode chegar perto do rosto de uma criança pequena.
Garra-do-diaboO joelho trava ao levantar da cadeira, a coluna cobra o dia inteiro, e alguém indica uma raiz africana de nome assustador. Veja o que os ensaios clínicos em pessoas mostram sobre a garra-do-diabo, por que existe outra planta com o mesmo nome, como a raiz é preparada e a lista de quem não deve tomar.
GuacoA tosse volta toda noite e alguém indica guaco — a única erva de quintal que também tem xarope com bula na farmácia. Veja o que a cumarina faz de verdade nos brônquios, por que "guaco" pode ser mais de uma planta, e a interação com anticoagulante que quase nenhum site conta.
MalvaA garganta ardendo desde ontem e alguém em casa manda fazer um gargarejo de malva. Só que "malva" no Brasil é o nome de pelo menos três plantas diferentes, e uma delas tem efedrina. Veja qual é a malva certa, o que os estudos sustentam sobre boca e garganta, por que a compressa no olho é o uso mais arriscado, e quem não deve tomar.
Pau-ferroAlguém indica chá de pau-ferro para o açúcar alto, você pesquisa e o Google devolve tampo de violão e piso de madeira. Veja qual das árvores chamadas "pau-ferro" é a medicinal, o que os estudos mostram sobre glicemia — e em que espécie eles pararam —, como se faz a decocção da vagem e quem não deve tomar.
PoejoO nariz entope, a tosse não deixa dormir e alguém põe a chaleira no fogo — poejo é um dos chás de gripe mais tradicionais do Brasil. Veja como diferenciá-lo da hortelã, o que os estudos sustentam, por que o óleo essencial já matou, e por que a gravidez é contraindicação absoluta aqui.
RomãzeiraSobra a casca da romã na pia e alguém manda ferver para gargarejo de garganta. Veja por que a casca é uma parte completamente diferente da fruta que você come, o que os estudos sustentam sobre cada uma, e por que o uso da casca como vermífugo caseiro é o ponto mais perigoso desta página.
SalgueiroA coluna trava, o joelho dói há semanas, e alguém diz que existe uma casca de árvore que é "a aspirina antes da aspirina". É verdade — a salicina foi isolada dessa planta. Veja o que os estudos sustentam sobre a casca de salgueiro, por que ela não é a mesma coisa que um comprimido, e quem não deve tomar.
TanchagemA garganta arranha, ou o joelho ralou, e alguém aponta para a folha rasteira que nasce sozinha na fresta da calçada. Veja o que a tanchagem sustenta em estudo, por que existem duas plantas com esse nome, e o erro de identificação que já mandou gente para o hospital.
Unha-de-gatoAlguém da família chega com um pote de cápsulas e a frase "é anti-inflamatório natural, não faz mal a ninguém". Veja o que os estudos sustentam sobre a unha-de-gato, por que existem duas espécies com o mesmo nome, e por que essa é uma das plantas com a lista mais longa de quem não deve tomar.
Volume III · Pressão, Açúcar, Sono e Rim
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Hibisco com cavalinhaDuas ervas que já aparecem sozinhas neste blog, cavalinha e hibisco, viraram um só blend nas prateleiras de chá — vendido para "desinchar" e ajudar a pressão. Veja por que essa combinação faz sentido em tradição popular, o que muda quando dois diuréticos se somam num só copo, e por que esse é o cuidado central de quem bebe o blend, não uma nota de rodapé.
AbacateiroAlguém da família teve pedra no rim, ou a dor nas juntas voltou, e o vizinho manda fazer chá com as folhas do abacateiro do quintal. Veja o que a tradição usa, o que os estudos com a folha sustentam — e o que não sustentam — e por que gestante, lactante e quem toma diurético não devem tomar.
Amor-crescidoAquele mato rasteiro que nasce na rachadura da calçada e que no Norte chamam de amor-crescido. Veja qual planta é essa de verdade, como diferenciá-la da beldroega, o que a tradição amazônica faz com ela — e por que o único estudo que mediu seu efeito nos rins encontrou o contrário da fama.
CamomilaTem uma caixinha de camomila no armário de quase toda casa brasileira, e ela é o chá que se oferece tanto para quem está agitado quanto para quem está com a barriga ruim. Veja qual das camomilas é a do chá, o que os estudos sustentam de verdade e por que a planta mais suave da família é justamente a que tem o alerta de alergia mais importante.
ColôniaA consulta acaba com a pressão um pouco alta, a semana vem pesada, e alguém aponta a moita de flores brancas do quintal: chá de colônia. Veja que planta é essa — a Alpinia zerumbet, também chamada vindicá —, o que os estudos sustentam sobre o chá da folha e quem não deve tomar.
Ipê-roxoA árvore de flor roxa da calçada é a mesma planta do saquinho de casca picada vendido como pau d'arco. Veja o que a tradição faz com a entrecasca, o que existe só em estudo de laboratório, por que a caneca de chá não é o mesmo material que os estudos testaram, e quem não deve tomar.
JambolãoO exame veio com o açúcar alto e alguém garante que existe um chá para isso — jambolão, ou jamelão. Veja o que a tradição usa, por que a parte da planta muda tudo, o que o ensaio clínico brasileiro encontrou quando testou a folha, e quem não deve tomar.
MaracujáVocê já tomou suco de maracujá à noite esperando dormir melhor — e não aconteceu nada. O que a tradição usa para acalmar não é a fruta, é a folha do maracujazeiro, em chá. Veja a diferença entre as duas coisas, o que os estudos sustentam de verdade e por que essa folha não combina com quem toma calmante ou anticoagulante.
Melão-de-são-caetanoAlguém com diabetes na família ouve falar do chá do melão-de-são-caetano, a tal "insulina vegetal", e vai atrás. Veja o que os estudos realmente mostraram sobre o açúcar no sangue, por que o amargor é a parte honesta da história, e por que grávidas, crianças e quem toma remédio para diabetes precisam ler a seção de risco antes de qualquer receita.
Pata-de-vacaO exame vem com a glicemia alta e alguém da família indica chá da folha de pata-de-vaca, a árvore que muita gente chama de "insulina vegetal". Veja qual é a espécie certa, o que os estudos em humanos realmente mostraram, e por que quem já toma medicação para diabetes precisa ler a seção de quem não deve tomar antes de ferver a primeira folha.
Quebra-pedraAlguém da família passou pela dor de pedra no rim e a receita chegou pronta, dita como se fosse óbvia: chá de quebra-pedra. Veja qual das quatro plantas vendidas com esse nome é a que foi estudada, o que os ensaios clínicos mostraram de verdade sobre cálculo urinário — e por que o nome da planta é justamente o que faz gente esperar demais para procurar atendimento.
SalsaA salsa está no maço de cheiro-verde da feira, picada no feijão e no chá que alguém indica para "limpar os rins" ou para "descer a menstruação atrasada". Antes de ferver um punhado, veja onde exatamente fica a linha entre a salsa do tempero — inofensiva — e a decocção concentrada, o que a literatura registra sobre o apiol, e por que este é um dos artigos deste blog que não ensina o preparo.
SojaO calor sobe do peito às três da manhã e alguém indica soja para o fogacho. Veja a diferença entre comer soja e tomar isoflavona em cápsula, o que os ensaios clínicos mostraram, por que o resultado varia tanto de mulher para mulher, e quem não deve tomar.
Urtiga-brancaVocê já levou uma queimada de urtiga sem querer, e agora leu sobre uma urtiga-branca que não queima. Veja qual é a espécie que o Ministério da Saúde colocou na lista oficial, por que ela nem é da família da urtiga, o que a tradição europeia faz com a flor dela e por que a fama de planta de rim pertence a outra espécie.
ValerianaTerceira noite ruim seguida, você passou na farmácia e voltou com uma cartela de valeriana. Ela é a raiz de uma planta europeia, e no Brasil quase todo mundo a toma em comprimido, não em chá. Veja o que os estudos sustentam de verdade, o que muda entre o extrato padronizado e a raiz na panela, e por que ela não combina com quem já toma remédio para dormir.
Cana-do-brejoO corpo incha, alguém desconfia de pedra no rim, e a indicação é chá de cana-do-brejo. Veja por que o nome não tem nada a ver com cana-de-açúcar, o que a tradição usa a planta para fazer, e por que justamente quem já tem problema no rim precisa ter mais cuidado, não menos.
CavalinhaO cabelo está caindo, a unha quebra fácil, e alguém falou em chá de cavalinha "porque tem silício". Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam sobre diurético e remineralização, e por que essa é uma das ervas em que o uso prolongado pede mais cuidado, não menos.
Erva-de-bichoA diarreia não passa, ou a hemorroida sangrou de leve, e alguém indicou erva-de-bicho — em chá ou em folha amassada direto na pele. Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam sobre esse efeito adstringente, e por que "erva-de-bicho" não é sempre a mesma planta.
HibiscoAquela flor vermelha do quintal não é a do chá — e essa confusão explica metade das dúvidas sobre hibisco. Veja o que a tradição usa, o que os ensaios em gente mostram sobre pressão, por que a fama de emagrecedor não se sustenta e com quais remédios o chá não combina.
MulunguVocê já deitou às onze e às duas da manhã ainda estava acordado, com a cabeça andando sozinha — e alguém te falou do mulungu. É a casca de uma árvore brasileira, tomada em chá para acalmar. Veja o que a tradição faz com ela, o que os estudos sustentam de verdade e por que ela não combina com quem já toma remédio para dormir.
Volume IV · Pele e Ferida
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AroeiraAlguém se machucou, ou está com corrimento, e a receita vem pronta há gerações no interior do Brasil: casca de aroeira, em chá ou em banho. Veja qual das duas árvores chamadas aroeira é a que o Ministério da Saúde reconhece, por que a outra nem deveria ser cortada, e por que a mesma família botânica que dá a planta também explica a alergia que ela pode causar.
BabaçuO óleo escuro que sai do coco babaçu está na cozinha maranhense há gerações — no tempero do arroz de cuxá, na fritura, às vezes passado no cabelo depois do banho. Mas babaçu não é erva de chá: é palmeira, e o que interessa é a amêndoa dentro do coco. Veja o nome científico certo, o que a tradição faz com esse óleo, o que os estudos sustentam e por que ele carrega a história de mais de 300 mil quebradeiras de coco.
BabosaVocê se queimou na cozinha e antes de pensar em qualquer coisa alguém já cortou uma folha do vaso da varanda. A babosa é a planta mais versátil do quintal brasileiro — serve no rosto, no cabelo e, para muita gente, também na xícara. Veja por que essas três formas de usar não têm o mesmo risco, e por que a parte amarela da folha é o detalhe que muda tudo.
BarbatimãoTem gente que guarda um vidro de casca de barbatimão no armário do banheiro, não da cozinha, porque o destino dela é a ferida ou o banho de assento, não a xícara. Veja qual das espécies chamadas de barbatimão concentra os estudos, o que a ciência confirma sobre cicatrização e o motivo de esta ser uma das poucas plantas do blog em que usar por fora é mais seguro que usar por dentro.
CrajiruTem gente que nunca ouviu falar em crajiru e gente que cresceu vendo a folha ir direto no corte ou na queimadura pequena — a mesma folha que, mastigada, tinge a saliva de vermelho. Veja o que a tradição faz com essa planta amazônica, o que os estudos de laboratório já mostraram sobre cicatrização, e por que o nome vermelho-sangue da folha não é sinal de força medicinal.
Cravo-de-defuntoA flor alaranjada do cemitério, do vaso da varanda e da horta que espanta pragas tem nome carregado e às vezes é confundida com o cravo de tempero. Antes de pensar em chá, veja por que esta é uma das plantas que este blog optou por não ensinar a preparar — e para que ela realmente serve, sem prometer o que não sustenta.
Trevo-vermelhoVocê já tentou isoflavona de soja para o calorão da menopausa e foi procurar outra opção — e encontrou, na prateleira ao lado, um pote de Trevo Vermelho. Veja o que diferencia essa planta da soja, o que mostram os estudos sobre fogacho, e por que ela não é o trevo-da-sorte do jardim nem o trevo-roxo do vaso de casa.
Verônica-verdadeiraQuem ouve falar de "verônica" no Norte do Brasil geralmente ouve falar da casca usada contra anemia. Veja qual planta é essa de verdade — bem diferente da erva europeia que empresta o mesmo nome —, o que a tradição amazônica faz com a casca e o que já foi medido em laboratório sobre ela.
Amora-miúraAlguém falou que chá de amora-miúra resolve o fogacho da menopausa e ainda ajuda no açúcar do sangue. Veja por que a espécie exata vendida no Brasil muda de rótulo em rótulo, o que os estudos realmente sustentam sobre glicemia, e por que quem toma remédio para diabetes precisa ter cuidado redobrado.
CalêndulaA ferida não fecha rápido, ou a boca está inflamada, e alguém indicou calêndula — em pomada, em chá, em óleo. Veja o que a tradição usa, o que os estudos sustentam sobre cicatrização, e por que nem toda flor laranja vendida com esse nome é a calêndula de verdade.
Pinhão-roxoAlguém falou que o látex do pinhão-roxo fecha corte rápido, ou que a semente é purgante forte. Antes de preparar qualquer coisa, veja por que esta é uma das plantas que a tradição usa e que este blog optou por não ensinar a preparar — e qual planta já publicada aqui cobre o mesmo uso com risco muito menor.
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AbacateiroAbacateiro: para que serve o chá da folha, como preparar e quem não deve tomar
Alguém da família teve pedra no rim, ou a dor nas juntas voltou, e o vizinho manda fazer chá com as folhas do abacateiro do quintal. Veja o que a tradição usa, o que os estudos com a folha sustentam — e o que não sustentam — e por que gestante, lactante e quem toma diurético não devem tomar.
Amor-crescidoAmor-crescido: que planta é essa, o que a tradição usa e quem não deve tomar
Aquele mato rasteiro que nasce na rachadura da calçada e que no Norte chamam de amor-crescido. Veja qual planta é essa de verdade, como diferenciá-la da beldroega, o que a tradição amazônica faz com ela — e por que o único estudo que mediu seu efeito nos rins encontrou o contrário da fama.
AroeiraAroeira: para que serve, como preparar o chá da casca e quem não deve tomar
Alguém se machucou, ou está com corrimento, e a receita vem pronta há gerações no interior do Brasil: casca de aroeira, em chá ou em banho. Veja qual das duas árvores chamadas aroeira é a que o Ministério da Saúde reconhece, por que a outra nem deveria ser cortada, e por que a mesma família botânica que dá a planta também explica a alergia que ela pode causar.
BabaçuBabaçu: para que serve, como usar o óleo e quem não deve usar
O óleo escuro que sai do coco babaçu está na cozinha maranhense há gerações — no tempero do arroz de cuxá, na fritura, às vezes passado no cabelo depois do banho. Mas babaçu não é erva de chá: é palmeira, e o que interessa é a amêndoa dentro do coco. Veja o nome científico certo, o que a tradição faz com esse óleo, o que os estudos sustentam e por que ele carrega a história de mais de 300 mil quebradeiras de coco.
BabosaBabosa: para que serve, gel x látex e quem não deve tomar
Você se queimou na cozinha e antes de pensar em qualquer coisa alguém já cortou uma folha do vaso da varanda. A babosa é a planta mais versátil do quintal brasileiro — serve no rosto, no cabelo e, para muita gente, também na xícara. Veja por que essas três formas de usar não têm o mesmo risco, e por que a parte amarela da folha é o detalhe que muda tudo.
BarbatimãoBarbatimão: para que serve, como preparar e quem não deve tomar
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